Miques João formalizou a sua candidatura à Presidência da República de São Tomé e Príncipe, entregando os documentos necessários e garantindo preencher todos os requisitos legais. É a segunda vez que concorre, após ter participado nas eleições presidenciais de 2021, vencidas por Carlos Vila Nova.
Um regresso motivado pela situação do país
O candidato foi claro na justificação do seu regresso à corrida presidencial: os problemas que identificava em 2021 agravaram-se. Nas suas palavras, os motivos que o levaram a concorrer “mais que triplicaram”. Miques João considera que São Tomé e Príncipe atravessa uma crise profunda — económica, social e institucional — e vai ao ponto de alertar para riscos à própria soberania do Estado. É nesse contexto que apresenta a sua candidatura como um ato de responsabilidade cívica, após mais de cinquenta anos de independência do arquipélago.
O que esta candidatura significa para os santomenses da diáspora
Para quem vive fora de São Tomé e Príncipe, acompanhar a corrida presidencial de 2026 não é apenas um exercício de nostalgia ou de ligação afetiva ao país natal. É uma questão concreta. O Presidente da República tem um papel determinante na estabilidade institucional do país — e essa estabilidade afeta diretamente quem envia remessas para a família, quem considera regressar, quem mantém negócios ou propriedades em STP, ou quem precisa de tratar de documentação junto das autoridades santomenses. Quanto mais plural for o campo de candidatos, mais o processo eleitoral ganha legitimidade democrática. A entrada de Miques João na corrida representa, nas suas próprias palavras, “mais uma opção” para o eleitorado.
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Manter-se informado — e com a documentação em dia
As eleições presidenciais aproximam-se, e a diáspora santomense tem um papel ativo a desempenhar. Seja para acompanhar o processo eleitoral a partir do exterior, regularizar documentos junto das representações consulares, ou simplesmente garantir que todos os trâmites administrativos estão em ordem, é essencial estar bem informado e apoiado. O STP Diaspora continua a acompanhar de perto todos os desenvolvimentos políticos em São Tomé e Príncipe, para que a comunidade no estrangeiro não perca nenhum passo importante.
