Conceição Lima, a poetisa e jornalista são-tomense mais traduzida de sempre, foi sepultada este domingo no Cemitério do Alto São João, em São Tomé. Centenas de pessoas prestaram o último adeus a uma das maiores vozes da literatura lusófona, autora de obras vertidas para pelo menos onze línguas. A sua partida representa uma perda irreparável para a cultura de São Tomé e Príncipe.
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📌 Em resumo
- Conceição Lima morreu na sexta-feira e foi sepultada no Cemitério do Alto São João, em São Tomé
- É o nome mais traduzido da literatura são-tomense — obras em alemão, árabe, espanhol, francês, inglês, italiano, turco e mais quatro línguas
- O cortejo passou pela sede da UNEAS, da Rádio Nacional e da TVS, locais onde marcou a sua vida profissional
- A pedido da própria, não houve intervenções de representantes do Estado na cerimónia fúnebre
Uma voz que atravessou fronteiras — o percurso de Conceição Lima
Conceição Lima foi muito mais do que uma escritora. Foi uma consciência crítica, como sublinhou o ex-presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves, nos elogios fúnebres. Jornalista rigorosa e poetisa de alma comprometida, soube unir a beleza da língua portuguesa à memória histórica e à identidade do povo são-tomense.
Membro fundadora da União Nacional dos Escritores e Artistas Santomenses (UNEAS), Conceição Lima deixou uma obra que ultrapassa as fronteiras do arquipélago. Os seus poemas chegaram a leitores em alemão, árabe, espanhol, checo, francês, galego, italiano, inglês, shona, servo-croata e turco — onze línguas que confirmam a universalidade da sua escrita.
O presidente da UNEAS, Albertino Bragança, resumiu bem o seu papel: “Soube transformar a poesia em instrumento de memória, justiça e identidade.” Uma definição que diz tudo sobre a dimensão humana e cultural desta mulher.
Impacto e relevância para a diáspora santomense
Para a comunidade são-tomense espalhada pelo mundo, a morte de Conceição Lima tem um peso particular. A sua poesia foi muitas vezes o fio condutor entre a saudade da terra natal e a realidade de viver longe. Os seus versos falaram de exílio, de identidade e de pertença — temas que ressoam profundamente em quem vive na diáspora.
A cerimónia de despedida reflectiu o respeito colectivo pela sua obra. O cortejo fúnebre percorreu locais simbólicos da sua vida — a UNEAS, a Rádio Nacional e a TVS —, num último tributo à mulher que dedicou décadas ao serviço da cultura e da informação em São Tomé e Príncipe.
| Língua | Tradução confirmada |
|---|---|
| Alemão, Árabe, Espanhol | ✔ |
| Checo, Francês, Galego | ✔ |
| Italiano, Inglês, Shona | ✔ |
| Servo-Croata, Turco | ✔ |
Perguntas frequentes
Quem foi Conceição Lima?
Conceição Lima foi uma poetisa e jornalista são-tomense, considerada o nome mais traduzido da literatura de São Tomé e Príncipe. Membro fundadora da UNEAS, trabalhou também na Rádio Nacional e na Televisão Santomense (TVS).
Em quantas línguas foram traduzidas as obras de Conceição Lima?
As obras de Conceição Lima foram traduzidas em pelo menos onze línguas, incluindo inglês, francês, alemão, árabe, italiano, turco, shona e servo-croata, entre outras.
Onde foi sepultada Conceição Lima?
Conceição Lima foi sepultada no Cemitério do Alto São João, na cidade de São Tomé, após um cortejo fúnebre que passou por locais marcantes da sua vida profissional e cultural.
Conclusão
Conceição Lima partiu, mas a sua voz permanece viva em onze línguas e em incontáveis corações. Para a diáspora santomense, a sua poesia continua a ser uma ponte entre a terra que ficou e o mundo que se conquistou. Honrar o seu legado é também reafirmar a identidade e o orgulho de ser são-tomense — onde quer que se esteja no mundo.
📷 Imagem: cortesia de rstp rss feed — todos os direitos reservados ao autor original.
