Jorge Bom Jesus desmentiu publicamente a versão do MLSTP e confirmou que mantém a sua candidatura às eleições presidenciais de 19 de julho de 2026. O antigo primeiro-ministro afirmou, em conferência de imprensa, que nunca comunicou ao partido qualquer intenção de desistir da corrida ao cargo de Presidente da República de São Tomé e Príncipe.
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📌 Em resumo
- O MLSTP anunciou que Jorge Bom Jesus havia desistido da candidatura presidencial
- Jorge Bom Jesus desmentiu essa versão em conferência de imprensa esta sexta-feira
- O candidato afirma nunca ter enviado qualquer comunicação formal de desistência ao partido
- O MLSTP oficializou o apoio à recandidatura de Carlos Vila Nova, atual Presidente da República
A ruptura entre Jorge Bom Jesus e o MLSTP
A tensão era já conhecida, mas agravou-se de forma significativa. Na última quarta-feira, Conceição Moreno, vice-presidente do MLSTP, declarou que Jorge Bom Jesus havia comunicado à direção do partido a sua desistência da candidatura presidencial. A declaração surgiu horas depois de o partido ter anunciado oficialmente o apoio à recandidatura do atual Presidente, Carlos Vila Nova.
A resposta do antigo chefe de governo não tardou. Dois dias depois, em conferência de imprensa, Jorge Bom Jesus classificou as declarações da comissão política como “algo tendenciosas” e com “imprecisões”. Foi direto: “Não enviei em momento nenhum ao MLSTP nenhum requerimento, nenhuma nota a dar conta de qualquer desistência.” E acrescentou, sem margem para dúvidas: “Sou candidato às próximas eleições presidenciais de julho de 2026.”
O candidato reconheceu ter participado em contactos e negociações com adversários políticos, mas negou ter recebido qualquer compensação para abandonar a corrida: “Nunca recebi nenhum centavo de ninguém.” Uma afirmação que responde diretamente às suspeitas que circulavam nos bastidores políticos do país.
Impacto e relevância prática
Este diferendo público expõe uma divisão interna profunda no MLSTP, o maior partido da oposição em São Tomé e Príncipe. A decisão do partido de apoiar Carlos Vila Nova — um candidato que não é seu militante — enquanto abandona formalmente um quadro histórico como Jorge Bom Jesus representa uma mudança estratégica significativa, e claramente contestada.
Para a diaspora são-tomense, esta situação é relevante por várias razões. A instabilidade interna num partido com tanto peso histórico pode influenciar o resultado das eleições de julho. Além disso, a existência de mais de um candidato com ligações ao MLSTP poderá dispersar votos e alterar o equilíbrio de forças no segundo turno, caso exista.
| Candidato | Apoio declarado | Posição no processo |
|---|---|---|
| Carlos Vila Nova | MLSTP (oficial) | Recandidato à Presidência |
| Jorge Bom Jesus | Candidatura independente | Mantém candidatura após desmentido |
Perguntas frequentes
Jorge Bom Jesus ainda pode concorrer sem o apoio do MLSTP?
Sim. A candidatura presidencial em São Tomé e Príncipe não exige necessariamente o apoio de um partido. Jorge Bom Jesus pode concorrer de forma independente, desde que cumpra os requisitos legais estabelecidos pelo Tribunal Constitucional.
O que significa o apoio do MLSTP a Carlos Vila Nova?
Significa que o maior partido da oposição decidiu apoiar a recandidatura do atual Presidente, em vez de avançar com um candidato próprio. Uma decisão que gerou contestação interna e que Jorge Bom Jesus claramente não aceita.
Quando se realizam as eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe?
As eleições presidenciais estão marcadas para 19 de julho de 2026.
Conclusão
A candidatura de Jorge Bom Jesus está de pé — e ele fez questão de o dizer ao país sem equívocos. O diferendo com o MLSTP revela tensões internas que dificilmente serão resolvidas antes do dia das eleições. Para quem acompanha a política são-tomense a partir da diaspora, os próximos dias serão decisivos para perceber como este cenário evolui e que impacto terá nas presidenciais de julho.
📷 Imagem: cortesia de Téla Nón — todos os direitos reservados ao autor original.
