No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Biodiversidade, assinalado a 22 de maio, jovens santomenses visitaram o Parque Natural Ôbo de São Tomé para um encontro de sensibilização ambiental. A iniciativa reuniu membros dos comités juvenis de mudanças climáticas e foi organizada em parceria com o Ministério do Ambiente, a BirdLife International, a Direção das Florestas e Biodiversidade e o Instituto Nacional da Juventude (INJ). O objetivo foi claro: aproximar as novas gerações da riqueza natural do país e reforçar a consciência de que preservar é uma responsabilidade de todos.
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📌 Em resumo
- O encontro realizou-se no Parque Natural Ôbo de São Tomé, a propósito do Dia Internacional da Biodiversidade (22 de maio).
- São Tomé e Príncipe é o único país do mundo com todo o território classificado como reserva mundial da biosfera.
- Apenas seis técnicos são responsáveis pela gestão de uma área que representa cerca de 30% do território nacional.
- A iniciativa faz parte do programa “Foco Biodiversidade” da BirdLife International, que visa mostrar aos jovens oportunidades profissionais na área da conservação.
Um parque, uma geração, uma responsabilidade
O Parque Natural Ôbo é muito mais do que uma área verde protegida. Representa uma herança única à escala mundial. São Tomé e Príncipe é, de facto, o único país do globo cujo território inteiro foi classificado como reserva mundial da biosfera — um estatuto que impõe tanto orgulho como responsabilidade.
Foi precisamente com esse espírito que o encontro decorreu. Os jovens participantes, entre eles membros de comités distritais como Kilosa Lima, de Caué, tiveram a oportunidade de aprender sobre o ecossistema da floresta tropical, os desafios reais da conservação e o papel que cada cidadão pode desempenhar. Para muitos, foi a primeira vez que regressavam ao parque desde a infância — como partilhou Jefferson Rita, ativista do INJ, que ficou surpreendido com o estado de preservação do espaço.
O diretor do INJ, Calisto do Nascimento, foi direto: “A juventude é o presente e o futuro.” E é exatamente essa lógica que sustenta iniciativas como esta — investir na consciência ambiental dos jovens hoje é garantir decisões mais responsáveis amanhã.
Conservação com poucos meios, mas com grande missão
Um dos dados mais marcantes partilhados durante o encontro foi revelado pelo próprio ativista Jefferson Rita: apenas seis técnicos asseguram a gestão de uma área equivalente a cerca de 30% do território nacional. Este número ilustra, de forma concreta, a fragilidade dos recursos disponíveis face à dimensão da missão.
A BirdLife International, através da sua representante em São Tomé e Príncipe, Marquinha Martins, sublinhou que a conservação não é exclusiva dos biólogos. Existem diversas áreas profissionais ligadas à proteção ambiental — comunicação, turismo, educação, gestão — e o programa “Foco Biodiversidade” pretende precisamente abrir os olhos dos jovens para essas possibilidades. Ouvir as suas preocupações e propostas também faz parte da agenda.
Perguntas frequentes
O que é o Parque Natural Ôbo de São Tomé?
O Parque Natural Ôbo é a maior área protegida de São Tomé e Príncipe, cobrindo cerca de 30% do território nacional. É uma floresta tropical de elevada biodiversidade, com espécies endémicas únicas no mundo, e integra a reserva mundial da biosfera que abrange todo o arquipélago.
Por que razão São Tomé e Príncipe é especial em termos ambientais?
São Tomé e Príncipe é o único país do mundo com todo o seu território classificado como reserva mundial da biosfera pela UNESCO. Este estatuto reconhece a riqueza única dos seus ecossistemas e a necessidade de os preservar de forma sustentável.
O que é o programa “Foco Biodiversidade” da BirdLife International?
É um programa que visa aproximar os jovens santomenses das questões ambientais, mostrar-lhes oportunidades profissionais na área da conservação e criar um espaço de diálogo entre as novas gerações e os especialistas do sector.
Conclusão
Iniciativas como esta mostram que a proteção da natureza começa pela educação e pelo contacto direto com o território. Quando os jovens de São Tomé e Príncipe conhecem a floresta que os rodeia, compreendem melhor o que está em jogo — e tornam-se os melhores guardiões do futuro do arquipélago. Para a diáspora santomense, acompanhar e apoiar estas iniciativas é também uma forma de permanecer ligado às raízes e contribuir para um país mais sustentável.
📷 Imagem: cortesia de Gleba TV — todos os direitos reservados ao autor original.
